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Enquanto não há acordo...

por LFP, em 27.10.15

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O PS no dia 27/10 - 23 dias depois das eleições (via O Observador):

 

  • 9h :19 m  - Parece que o acordo está na mesma está a evoluir:

 

As negociações entre o PS e os dois partidos mais à esquerda, PCP e Bloco de Esquerda, continuam, mas a eliminação a pronto da sobretaxa de IRS parece estar fora das contas dos socialistas. (…)

 

Já a redução do IVA sobre a eletricidade, dos atuais 23% para 6% exigida pelo BE, não deverá entrar nas contas do PS, que estima que esta medida renda aos cofres do Estado 175 milhões de euros anualmente.

 

 

  • 10h : 48m - Cavaco uniu o PS :

 

O dirigente socialista Álvaro Beleza defende uma revisão constitucional cirúrgica que permita a realização de eleições presidenciais e legislativas antecipadas no mesmo dia, em 2016.

 

(…)

 

“Pode haver uma revisão constitucional, se houver uma maioria de dois terços, para desbloquear isto”, propõe. “Íamos a votos e haveria uma bipolarização, que até é saudável em Portugal, em que o PS poderia até apresentar-se em coligação com os partidos à esquerda e a direita apresentava-se coligada”, sugeriu Álvaro Beleza.

 

Quanto ao acordo à esquerda, o dirigente nacional do PS defende que Bloco de Esquerda e PCP tenham representantes no Conselho de Ministros. “Eu acho que um acordo sólido tem que ter todos dentro do Conselho de Ministros, porque senão pode acontecer aquilo que eu já alertei para os perigos deste entendimento, além de ser uma razão programática, porque eu acho que aquilo que nos diferencia do PCP e do Bloco é maior do que aquilo que nos diferencia do PSD. Mas, para além disso, eu acho que o risco aqui é ser o abraço do urso ao PS”, explicou.

 

  • 11h : 11m - Porfírio Silva risca a AD dos livros de história da democracia parlamentar

 

O dirigente do PS, Porfírio Silva, responde esta terça-feira ao deputado Nuno Encarnação, do PSD, que no Económico escreve que a eleição de Ferro Rodrigues para Presidente da Assembleia da República desrespeita “a tradição parlamentar que sempre deu essa presidência ao partido com maior representação parlamentar”.

 

Pior do que os maus argumentos é a mentira. Embora, convenhamos, nem sempre é possível distinguir em definitivo a mentira da ignorância”, refere Porfírio Silva no Facebook, publicando uma foto de Francisco Oliveira Dias, ex-deputado do CDS que foi presidente do Parlamento em 1981. “Aconselho ao senhor deputado a consulta da página do portal da Assembleia da República que deixo abaixo. Será que o CDS alguma vez teve a maior representação parlamentar?!”, termina.

 

 

  • 11h : 16m - Paulo Pedroso diz que as notícias da sua morte políticado radicalismo dos partidos radicais são exageradas:

 

A propósito das lutas históricas do PS e PCP, o ex-dirigente e ex-ministro socialista, Paulo Pedroso, defende que “cada um tem o dever de se libertar do passado para continuar a ser capaz de separar bem o que está certo do que está errado”.

 

O que está certo são as boas ideias e não o sítio onde as pessoas estiveram na esquina anterior da história em que elas estiveram em causa. Pensando assim pode olhar-se mais positivamente o futuro, seja a pensar o governo, a justiça, quaisquer outras instituições ou simplesmente a viver as nossas vidas quotidianas”, defende no Facebook.

 

 

  • 11h : 33m - PS partilha um relógio digital para fazer a contagem regressiva para o final do mandato do fascista do filho de um gasolineiro de Boliqueime que teve mais votos que a frente de esquerdaPresidente da República:

 

Um contador em tempo real que indica o tempo que falta para o fim do mandato de Cavaco Silva está a ser partilhado por vários socialistas nas redes sociais. Nota: faltam 133 dias.

 

 

 

  • 12h: 06m - A ex-ministra da Educação do governo de Sócrates, recentemente condenada por abuso de poder por titular de cargo público, acha que a coligação vai destruir pela 7658ª7659ª vez o Estado Social:

 

A ex-ministra da Educação do PS, Maria de Lurdes Rodrigues, defende que “a agenda das políticas de defesa do Estado social opõe hoje, como nunca no nosso passado recente, esquerda e direita” e “é a recusa daquela agenda pela direita que torna impossível qualquer entendimento entre PS e PSD”. Num artigo de opinião no Público, considera que “é a necessidade de a concretizar que torna desejável e urgente a aliança à esquerda hoje possível”.

 

(…) “O que hoje está em causa em Portugal é a igualdade como valor social. Igualdade que é posta em causa por um modelo de desenvolvimento económico assente em baixos salários e na desqualificação dos recursos humanos, bem como na degradação das condições de trabalho de milhões de portugueses e na destruição de serviços públicos e de prestações sociais. O que está em causa é a necessidade de diminuir as desigualdades sociais e económicas. O que está em causa é a defesa do Estado social, construído com o esforço de muitas gerações de portugueses e que, pela mão da coligação de direita, está em risco de desmantelamento”, sustenta.

 

 

  • 13h : 20m - António Costa reage ao novo governo no Facebook, com a confiança de quem já tem um acordotem o acordo bem encaminhado com PCP, BE e Verdes:

 

O Partido Socialista já reagiu nas redes sociais. Com um comentário na página oficial de António Costa no Facebook, utilizada durante a campanha às legislativas de outubro, o PS diz que a constituição do Governo mostra que a coligação não tem futuro e que tem consciência disso mesmo:"A constituição do governo que acaba de ser anunciado pela direita é uma clara demonstração de continuidade sem evolução."

 

 

  • 14h : 14m - Catarina Martins diz que o novo governo tem os dias contados porque as negociações à esquerda estão fechadasestão muito bem encaminhadas:

 

A declaração da deputada socialista Ana Catarina Mendes foi ao encontro da mensagem colocada na página de António Costa. Consideram ser um Governo “de curto prazo”, com “os dias contados”. Ana Catarina Mendes também criticou as escolhas para as pastas, fechadas sobre si mesmas. “É mais do mesmo”.

 

(…)

 

Ana Catarina Mendes afirmou ainda que as negociações à esquerda “estão a ser muito produtivas”, sem querer adiantar mais.

 

 

  • 15h : 56m - Sampaio da Nóvoa diz que está vivo e que faria o que disse que faria:

 

Sampaio da Nóvoa: se houver acordo, António Costa deve ser "inevitavelmente indigitado" primeiro-ministro.

 

 

  • 16h : 22m - PS elege nova direção da bancada parlamentar. Esta inclui 15,3% dos 85 deputados socialistas, isto se considerarmos que o Tiago Barbosa Ribeiro, o Pedro Nuno Santos e o João Galamba ainda se sentem confortáveis numa bancada "apenas" socialista. 

 

  • 16h : 26m - Maria de Belém acha que este governo tem os dias contadosque o Ministério da Cultura é uma boa ideia:

 

“Eu acho que a elevação da cultura à categoria de ministério sublinha a importância que a estruturação de um povo na sua matriz cultural e na abertura ao mundo e ao cosmopolitismo têm”, assinalou Maria de Belém à margem da visita ao Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).

 

(…)

 

Maria de Belém referiu ainda que competirá agora ao parlamento apreciar o governo e o programa de governo. “Transfere-se agora a apreciação do governo e do programa do governo para o parlamento e aí é o parlamento que tem a última palavra”, realçou.

 

 

  • 16h: 59m - PS diz que este governo não tem futuro e que vai chumbar o seu programadesafia coligação a apresentar as contas do seu programa de governo:

 

 “O PS considera fundamental que o Governo PSD/PP apresente uma avaliação do impacto das medidas do seu programa, sem o qual não é possível avaliar a sua consistência com o cumprimento dos compromissos orçamentais”, afirmam em comunicado os socialistas, garantindo que nunca viabilizarão um Governo e um Orçamento que não cumpra as regras orçamentais da UE.

 

“Face a notícias que tem vindo a público acerca das implicações orçamentais do acordo entre o PS e o BE, PCP e PEV, o PS reafirma que as regras orçamentais serão cumpridas. No atual momento, o PS entende que o processo político deverá centrar-se no programa do Governo indigitado PSD/PP e nas consequências económicas e sociais para o país que decorrem das medidas nele contidas”, sustenta.

 

 

  • 17h : 14m  -  Parceiro de coligação do PSCatarina Martins concorda com discorda de Paulo Pedroso, e diz que, afinal, o passado importa, e que é uma vergonha que o novo Ministro da Administração Interna tenha defendido o amigo de Mário Soares Ricardo Salgado:

 

Catarina Martins, porta-voz do Bloco de Esquerda, já reagiu à composição do novo Governo PSD/CDS. “Não deixa de ser extraordinário como Pedro Passos Coelho e Paulo Portas não deixam de surpreender mesmo nestes momentos, porque aparentemente escolheram quem defendeu Ricardo Salgado junto do Banco de Portugal ministro da Administração Interna”, começou por dizer a bloquista, referindo-se à nomeação de Calvão da Silva para ministro da Administração Interna.

 

Em dezembro de Calvão da Silva foi um dos juristas que atestou a idoneidade de Ricardo Salgado no caso do presente de 14 milhões de euros atribuído pelo construtor civil José Guilherme a Ricardo Salgado. Na altura, Calvão da Silva justificou o gesto, com os argumentos do “espírito de entreajuda e solidariedade” e da “liberalidade”.

 

  • 19h : 55m – Mário Nogueira a defender os interesses dos professores ser sectarista, quer que a carreira política da nova ministra da Educação e Ciência seja mais longa que a carreira docente do próprio Mário Nogueira:

 

Já Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), desejou que a vida política da nova ministra da Educação não ultrapasse os 10 dias. Mesmo lembrando que o que está em causa não é Margarida Mano, mas sim a continuidade da linha política assumida pelo Governo PSD/CDS, Mário Nogueira deixou claro que espera “que em novembro, no Parlamento, os deputados rejeitem este Governo”, porque o “programa da coligação é de continuidade com as políticas que foram seguidas nos últimos anos de destruição da escola pública e dos direitos dos professores”.

 

  • 20h : 01m – Arménio Carlos continua a mostrar a coesão da o que divide a frente de esquerda:

 

(…) Essa “mudança de política”, como pede Arménio Carlos, “tem de ser a sério, não só nas palavras, nos atos”. Além do aumento do salário mínimo nacional para 600 euros e da contratação coletiva, o líder da CGTP salientou, como um divisor de águas, a importância da atribuição de um subsídio social aos desempregados que perderam já o direito a qualquer apoio do Estado.

 

“Estes são temas que sabemos que são fraturantes, que do ponto de vista teórico todos estamos de acordo porque toda a gente fala da pobreza e da importância do combate à pobreza, mas depois quando chega à altura é mais difícil. E nós estamos na altura difícil, altura de confrontar e de resolver problemas difíceis”, defendeu, pedindo que “um compromisso que estabeleça parâmetros mínimos de resposta aos problemas”.

 

Arménio Carlos aproveitou, no entanto, para deixar um recado: “Não nos peçam, que isso não fazemos, é para deixarmos de ser aquilo que somos para facilitar determinado tipo de medidas que eventualmente alguns possam pensar desenvolver para, com o beneplácito da CGTP, por em causa direitos e interesses dos trabalhadores. Isso não fazemos”, declarou.

 

 

  • 21h : 48m – Sampaio da Nóvoa critica o seu apoiante Jorge Sampaio o Presidente Cavaco Silva por não ter um nível suficiente de Independência:

 

António Sampaio da Nóvoa falou ainda do discurso de Cavaco Silva, “uma espécie de uma apontar o dedo a Portugal” que o deixou “chocado”. Para o antigo reitor e agora candidato a Belém, as palavras do Presidente da República contribuíram para a criação de “focos de perturbação e de confrontos diversos que não são bons para o interesse nacional. “Provavelmente, se houvesse um Presidente com outro nível de independência, não teríamos chegado à crise que chegamos hoje”.

 

“Portugal não precisa de um Presidente que toma partido e que toma partido sempre pelo seu partido. Não precisamos mais disso. Precisamos de alguém que seja capaz de alguém de olhar com isenção, independência e bom senso. Alguém que seja capaz de construir pontos. Portugal precisa desesperadamente de alguém que construa pontes”, disse ainda Sampaio da Nóvoa.

 

 

 

Digam lá se isto não tem tudo para correr bem mal?

 

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